Recife Arte Pública: Murais

apresentação

A cidade do Recife possui uma admirável coleção de arte mural espalhada por seus espaços públicos. É um acervo extraordinário que transforma a cidade em uma exposição permanente de grandes artistas do Brasil e do mundo. Alguns murais representam verdadeiros cartões postais da cidade, compondo fachadas de edifícios ou mesmo inseridos em ambientes internos, posicionados de forma a serem vistos pelo público visitante.

São murais e painéis feitos em cerâmica, pintura, azulejaria, que datam do século XVIII até os dias atuais. Muitos desses murais foram produzidos entre as décadas de 40 e 60, por artistas pernambucanos como Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres, Cícero Dias, Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, entre outros. Nas ruas, em praças, museus, bibliotecas e instituições públicas, a arte mural pública do Recife torna a cidade mais bela e conta a sua história através da arte.

Com a intenção de tornar visível esse valioso patrimônio artístico, histórico e cultural da capital pernambucana, o projeto Recife Arte Pública: Mural realizou o mapeamento dos murais e painéis públicos da cidade do Recife. Esse site apresenta mais de 70 (setenta) pontos de localização para conhecer todo esse patrimônio construído do Recife.

O mapeamento traz informações sobre a obra de arte, o artista, sua localização e dados para acessar o mural mapeado. Todas as obras estão disponíveis para apreciação. Na sua maioria, são locais com livre acesso, alguns possuem horários de visitação, enquanto que outros espaços são privados, porém com acesso ao público. Todas as informações necessárias para visitação das obras estão contempladas nesse site.

Recife possui preciosidades em arte mural. Os primeiros murais abstratos da América do Sul encontram-se na capital pernambucana, de autoria de Cícero Dias, e estão expostos na Secretaria da Fazenda do Estado. No Marco Zero, local onde a cidade nasceu, o painel de piso “Rosa dos Ventos”, de 2000, é outra obra marcante do artista. Muitos prédios recifenses abrigam nas suas fachadas a arte mural de Francisco Brennand, como o “O Grande Floral”, mural de duzentos metros de altura, de 1967, que ocupa metade da lateral de um edifício situado na Rua do Sol. Da mesma forma, os painéis em azulejos de Delfim Amorim compõem fachadas de edifícios que são referência na cidade, como o Edifício Acaiaca em Boa Viagem e o prédio do IMIP no bairro dos Coelhos.

Lula Cardoso Ayres assina diversos murais espalhados pela cidade, como o do hall do Cinema São Luiz e do auditório da Fachesf. Corbiniano Lins e Abelardo da Hora também contribuem com esse acervo de painéis e murais artísticos pelo Recife, especialmente com temáticas mais políticas como o mural “Joaquim Nabuco e a Abolição da Escravatura”, na Rua do Sol e os cinco painéis em azulejo intitulado “Revoluções Pernambucanas” em Santo Amaro. Os artistas mais contemporâneos também participam com obras espalhadas pela cidade como os painéis de Christina Machado, Rinaldo e Maurício Silva no Bar Central.

Nesse site você também encontra o mapeamento das esculturas públicas da cidade do Recife através da versão digital do livreto Recife Arte Pública: Esculturas. O livreto apresenta mais de 100 pontos de localização para conhecer monumentos, esculturas, estátuas, bustos, em 32 (trinta e dois) bairros da Região Metropolitana do Recife, com o mapeamento de mais de 200 esculturas públicas nas quatro zonas principais da cidade: Leste (Centro), Norte, Oeste e Sul.

Com isso, o projeto Recife Arte Pública: Mural pretende oferecer a um grande número de pessoas o acesso a essa preciosa coleção de arte pública, um acervo de memórias da cultura pernambucana disponível a toda sociedade. Você poderá criar percursos para conhecer as obras de arte públicas da cidade, escolhendo bairros, autores, temas ou o que a sua imaginação achar mais interessante. Conhecer a arte pública do Recife pode propiciar experiências artísticas e novas descobertas culturais, dar novos sentidos para os espaços urbanos coletivos e motivar discussões acerca da cidade e seus lugares.

FRANCISCO BRENNAND, O Grande Floral, 1998